segunda-feira, 1 de abril de 2013
Barack Obama
Barack Obama, eleito 44° Presidente dos Estados Unidos, pelo Partido Democrata, tomou posse em 20 de janeiro de 2009. Sucedendo o republicano George W. Bush, herda um país em grave crise econômica e financeira e em guerra.
Mandato: 20 de janeiro de 2009 até 20 de janeiro de 2013.
Vice-presidente: Joe Biden (Joseph Robinette Biden, Jr., senador dos EUA pelo Estado de Delaware).
Perfil
Obama foi o primeiro negro a concorrer à presidência dos Estados Unidos.
Considerado um líder carismático e com um perfil não convencional, para um candidato à presidência dos EUA, conduziu a campanha com o lema "Sim, nós podemos" (Yes, we can).
Afro-americano, de descendência muçulmana (converteu-se ao cristianismo e é membro da Igreja Batista de Trindade Unida em Cristo, em Chicago).
Barack Hussein Obama II nasceu na ilha de Honolulu, no estado do Havaí em 4 de agosto de 1961. Filho de Barack Hussein Obama, um economista queniano e da antropóloga, Ann Dunham, de Wichita, no Estado do Kansas. Seus pais se conheceram quando estudavam na Universidade do Havaí, em Manoa. Após a separação dos pais, quando Obama estava com dois anos de idade, seu pai retornou ao Quênia, e sua mãe casou-se com o indonésio Lolo Soetoro, indo viver em Jacarta na Indonésia, onde Obama viveu até os dez anos de idade. Retornou à Honolulu para morar com seus avós maternos e continuar seus estudos. Permaneceu no Havaí, até os 18 anos. Em sua biografia ("Dreams from my father: A story of Race and Inheritance"), relata ter vivido um período conturbado, em que consumia álcool e drogas, enquanto frequentava a escola.
Formou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Colúmbia em Nova Iorque, para depois cursar Direito na Universidade de Harvard, graduando-se em 1991. Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da prestigiada Harvard Law Review (Revista de Direito de Harvard). Foi em Harvard que Obama conheceu sua mulher, Michelle Robinson, com quem se casou em 1992. Obama e Michelle têm duas filhas, Malia e Sasha.
Fez sua carreira política em Chicago, Illinois, atuando como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis. Em 1996, foi eleito ao senado de Illinois, mandato para o qual foi reeleito em 2000. Em 2004, foi eleito senador dos Estados Unidos pelo Estado de Illinois.
Entre 1992 e 2004, foi professor de Direito Constitucional na escola de direito da Universidade de Chicago.
Como membro da minoria democrata (entre 2005 e 2007), ajudou a criar leis para controlar o uso de armas de fogo e para promover maior controle público sobre o uso de recursos federais. Realizou viagens oficiais para o leste europeu, o oriente médio e à África. Como senador, na atual legislatura, contribuiu para a adoção de leis que tratam de fraude eleitoral, da atuação de lobistas, mudança climática, terrorismo nuclear e assistência para militares americanos após o período de serviços.
Campanha
Em 10 de fevereiro de 2007, anunciou oficialmente a sua candidatura à nomeação democrata para as eleições presidenciais norte-americanas. Senador por Illinois em seu primeiro mandato, era pouco conhecido em comparação com a ex-primeira-dama Hillary Clinton, também candidata pelo Partido Democrata.
Durante a campanha Obama, enfrentou boatos e desconfianças por sua origem muçulmana e por falta de experiência. Ganhou popularidade ao longo da campanha e foi o candidato que melhor soube utilizar as ferramentas da internet. Com a internet, o democrata foi o candidato que mais arrecadou dinheiro na história dos Estados Unidos.
Em 28 de agosto de 2008, Obama foi nomeado oficialmente para concorrer à Casa Branca contra o republicano John McCain, na Convenção do Partido Democrata.
Em 4 de novembro de 2008, Obama foi eleito o 44° presidente dos Estados Unidos da América, vencendo John McCain, por uma diferença de 52% a 47% no total de votos.
Em discurso afirmou: "Nós sabemos que os desafios que os desafios que o amanhã vai nos trazer são enormes: duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise econômica em quase um século. O caminho vai ser longo e não atingiremos nossos objetivos em um ano, nem mesmo em um mandato. Mas eu nunca estive mais esperançoso do que estou esta noite. Eu prometo a vocês, nós, como povo, chegaremos lá".
Propostas
Retirada gradual das tropas norte-americanas do Iraque e ajuda financeira para refugiados iraquianos.
Defende focar a estratégia militar dos EUA no Afeganistão.
Fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba.
Defende a legalização dos 12 milhões de imigrantes que vivem ilegalmente, nos EUA.
Propõe a universalização dos serviços de assistência médica dos EUA.
É favorável a legalização do aborto e à união civil entre homossexuais.
Defende mudanças na política atual dos EUA, em relação aos problemas climáticos. Propõe instituir um "mercado de carbono" para reduzir as emissões dos EUA em 80% até 2050. O uso de combustíveis alternativos e limitação de emissões em automóveis.
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A Eleição de Dilma Rousseff
A economista Dilma Vana Rousseff, eleita presidente do Brasil, no segundo turno em 31 de outubro de 2010, é a 36ª presidente da República e a primeira mulher a ocupar o cargo na história do Brasil. Na América Latina, Dilma é 11ª mulher a ocupar o cargo de presidente.
Vencedora numa campanha difícil, marcada por escândalos, ataques pessoais, boatos na internet e debates religiosos. Obteve 56,05% dos votos válidos contra seu adversário José Serra (PSDB), que obteve 43,95% dos votos.
Nascida em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 14 de dezembro de 1947 é filha de um imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora Dilma Jane da Silva.
Após o Golpe Militar de 1964, Dilma passou a integrar movimentos de luta armada de esquerda. Integrou organizações de combate à ditadura como o Comando de Libertação Nacional (Colina) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (Var-Palmares) no final dos anos 60 e início dos anos 70. Como militante política foi presa e sofreu tortura física. Dilma deixou a prisão no final de 1972, quando abandonou a luta armada.
Mais tarde participou da fundação do Partido Democrático Trabalhista (PDT), de Leonel Brizola e exerceu cargos políticos em governos no Rio Grande do Sul. Em 2001 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), e a partir de 2002, no governo Lula, foi secretária de Minas e Energia, depois ministra de Minas e Energia (2003-2005). Com o escândalo do Mensalão, em 2005, e a consequente queda do então chefe da Casa Civil José Dirceu, passou a ocupar o cargo de ministra-chefe da Casa Civil.
Escolhida por Lula como candidata a presidente, Dilma enfrentou um câncer linfático em 2009, no momento em já era apontada como candidata do PT à Presidência.
Na campanha contou com o apoio do presidente Lula e da coligação que obteve o apoio do PMDB, a candidata cresceu nas pesquisas, alcançando cerca de 50% das intenções de voto. No segundo turno, teve apoio do PT, PMDB, PC do B, PR, PDT, PRB, PSC, PSB, PTC, PTN E PP.
A eleição de Dilma Rousseff representa para muitos analistas, o desejo de continuidade das políticas econômicas e social do governo Lula.
As principais propostas da sua campanha estão vinculadas com os programas do governo Lula, como:
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado em 2007, o programa é um pacote de investimentos em infraestrutura que visa melhorar a economia.
Luz para Todos, programa criado em 2003, com o objetivo levar luz elétrica a toda à população que vive em zona rural.
Bolsa Família, programa de transferência direta de renda que distribui anualmente cerca de 13 bilhões de reais para mais de 12 milhões de famílias.
Houve ainda a valorização do salário mínimo, que segundo o Dieese teve aumento real, descontada a inflação de 53% entre 2003 e 2009, beneficiando 46 milhões de pessoas.
O governo Lula avançou no combate à pobreza. Segundo o IBGE a desigualdade de renda diminuiu entre 2001 e 2009, devido aos programas sociais do governo. Quase 30 milhões de brasileiros deixaram a pobreza entre 2001 e 2009 e passaram a integrar a classe média, que engloba hoje mais da metade da população brasileira.
A presidente Dilma terá muitos desafios pela frente. Apesar dos avanços na área social, ainda há 30 milhões de pobres e miseráveis. Um sistema público de saúde precária, melhorar a qualidade da educação básica. No Brasil ainda são elevados os índices de repetência e de abandono da escolar. A necessária Reforma na Previdência e no Sistema Tributário e manter a estabilidade econômica, ampliando as conquistas na área social, legadas pelo governo Lula.
Temos uma infraestrutura deficitária, principalmente de estradas, portos e aeroportos. Um desafio que precisa ser resolvido rapidamente para dois grandes eventos a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.
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A Crise na Tunísia
A Tunísia ou República da Tunísia país de maioria muçulmana, localiza-se no norte da África, na região do Magreb. Limita-se ao norte e a leste com o Mar Mediterrâneo pelo qual faz fronteira com a Itália, próxima à ilha de Pantalaria e das ilhas Pelágias, além de fazer fronteira a leste e ao sul com a Líbia e a oeste com a Argélia.
A Tunísia vem enfrentando desde dezembro de 2010 uma série de protestos contra o desemprego e a corrupção, a chamada “Revolução de Jasmim” que levou a renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali. Após, um mês de violentas manifestações populares contra o governo, Ben Ali que estava no poder há 23 anos renunciou em 14 de janeiro.
Embora governado com mão de ferro por Ben Ali desde 1987, um dos governos mais corruptos e repressivos de toda a região, o país era visto como um exemplo de estabilidade e relativa prosperidade no mundo árabe.
As manifestações populares contra o desemprego e a corrupção do governo da Tunísia começaram no fim do ano passado e se tornaram nacionais depois da morte de Mohamed Bouazizi.
Mohamed Bouazizi um analista em informática de 26 anos, era vendedor ambulante, na cidade de Sidi-Bouzid. A polícia o impediu de vender frutas e vegetais em uma barraca de rua, sem licença e confiscou sua mercadoria. Impedido de fazer uma reclamação às autoridades, Bouazizi ateou fogo no próprio corpo, morrendo dias depois. Sua morte provocou uma onda de protestos contra a inflação e o desemprego na região, que é uma das mais pobres do país e que tem uma economia baseada na agricultura.
As manifestações espalharam-se pelo país, em cidades do interior como Kasserine, Thala, Regueb e Jabeniana e chegaram à capital Túnis. Milhares de manifestantes entraram em confrontos violentos com a polícia, reivindicando também mudanças políticas. O governo reagiu com violência às manifestações e os protestos aumentaram.
Na Tunísia a internet e as redes sociais ajudaram a acelerar a revolução, pois as manifestações não tiveram uma coordenação única. Foram convocadas, pela internet, por estudantes, grupos de donas de casa, associações de moradores, etc. o que surpreendeu o governo. A reação do governo aos protestos foi violenta, causando dezenas de mortes desde o início dos conflitos.
Como outras nações árabes, a Tunísia foi no passado domínio otomano, colônia europeia e, depois, ditadura. Ex-colônia francesa tornou-se independente da França em 1956. Foi governada por Habib Bourguiba até 1987, quando Ben Ali tomou o poder num golpe de Estado. Em 2009, foi reeleito com quase 90% dos votos válidos para um mandato de mais cinco anos.
Embora o país tenha um dos melhores índices de desenvolvimento humano do continente africano e uma forte economia, há fortes restrições das liberdades políticas. A insatisfação com o desemprego, muitos jovens formados em universidades não conseguem emprego, violência policial, excessos da classe dominante e um governo corrupto levaram à onda de protestos.
A reação do presidente Ben Ali inicialmente foi negar que a polícia tenha reagido com força exagerada, afirmando que ela protegia interesses públicos contra um pequeno número de “terroristas”. Ainda na tentativa de esvaziar os protestos todas as universidades e escolas do país foram fechadas.
Diante da pressão o presidente Ben Ali demitiu seu ministro do Interior, em 12 de janeiro e ordenou a liberação de todos os detidos durante os protestos. Criou um comitê especial para investigar a corrupção e prometeu atacar a raiz do problema do desemprego, com a criação de 300 mil empregos. Mas, os protestos continuaram apesar do toque de recolher e chegaram ao centro da capital Túnis em 13 de janeiro.
Ben Ali prometeu então combater a alta de preço dos alimentos, permitir a liberdade de imprensa e internet e “aprofundar a democracia e revitalizar o pluralismo”. Ele também disse que não mudaria a constituição para permitir a própria reeleição em 2014.
Em 14 de janeiro, Ben Ali anunciou a dissolução do Parlamento e do governo e convocou eleições parlamentares dentro de seis meses, antes de declarar um estado de emergência. O toque de recolher entre 18h e 06h foi ampliado a todo o país, proibidas aglomerações de mais de três pessoas e as Forças de Segurança receberam permissão para atirar em qualquer um que desobedecesse as suas ordens.
Após a renúncia Ben Ali deixou o país junto com a família, rumo à Arábia Saudita. No seu lugar, assumiu o primeiro-ministro Mohammed Ghannouchi. As medidas não surtiram efeito, pois na prática, o regime foi mantido, e os manifestantes continuaram os protestos em frente ao Palácio do Governo. Exigindo a saída de todos os ministros ligados ao ex-presidente, que ainda ocupavam cargos-chave no governo de transição.
Mohammed Ghannouchi anunciou a formação de um novo governo de união nacional encarregado de gerenciar a transição até a organização de eleições presidenciais e legislativas marcadas para 15 de julho, prometendo respeitar a Constituição.
A pressão dos manifestantes continuou e o primeiro-ministro renunciou em 27 de fevereiro, enquanto forças de segurança entraram em confronto com manifestantes que exigiam a saída de alguns ministros do governo interino.
O ministro da Justiça da Tunísia, Lazhar Karoui Chebbi, afirmou em 26 de janeiro que o país preparou uma ordem de detenção internacional contra o presidente deposto, Zine Al-Abidine Ben Ali, e sua esposa, Leila Trabelsi. Em entrevista coletiva, o ministro indicou que a justiça do país está à procura de Ben Ali, foragido na Arábia Saudita, por "aquisição ilegal de bens", além de "transferência ilícita de divisas ao exterior”.
As manifestações iniciadas na Tunísia espalharam-se pelo Oriente Médio e África como na Argélia, Jordânia, Omã, Sudão, Mauritânia, Líbia, Egito e Iêmen. Vários países árabes, a exemplo da Tunísia, são governados há anos pelos mesmos líderes em regimes ditatoriais.
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A Revolta na Líbia
Evolução dos acontecimentos:
Fevereiro
As manifestações na Líbia, ao contrário do que ocorreu na Tunísia e no Egito, evoluíram para uma guerra civil, e milhares de pessoas já morreram nos confrontos entre as forças rebeldes e as forças leais a Kadhafi, nos últimos sete meses de conflito.
Os protestos começaram em 15 de fevereiro de 2011, em Benghazi, após a prisão de um advogado ligado à causa dos Direitos Humanos. Os manifestantes exigiam a saída do ditador Muammar Kadhafi, mais abertura política, além de manifestarem sua insatisfação com a alta do preço dos alimentos, alto desemprego e corrupção.
A reação do governo aos protestos foi violenta. Kadhafi chegou a usar aviões e tanques contra as multidões, na capital, Trípoli, em Benghazi (segunda maior cidade do país), e em outras áreas do país. Apesar da violência, das mortes e muitos feridos os protestos continuaram.
A situação de Muammar kadhafi foi ficando cada vez mais insustentável. Dentro do país, as tropas rebeldes assumiram o controle de cidades no leste e na região nordeste militares aderiram à revolta. No exterior, houve pressão diplomática para que Kadhafi deixasse o poder e o Conselho de Segurança da ONU aprovou sanções contra Kadhafi e sua família.
Em 27 de fevereiro, os rebeldes anunciaram a criação de um Conselho Nacional de Transição (CNT). A luta entre os rebeldes e os apoiadores de Muammar kadhafi foi se intensificando.
Março
Diplomatas e membros do governo aderem ao movimento, inclusive o ministro da Justiça, Mustafá Abdel Jalil. Em pronunciamento na TV estatal, kadhafi desafia a oposição afirmando que iria “morrer como mártir”.
No dia 17 de março, o Conselho de Segurança da ONU aprovou a Resolução 1973, criando uma zona de exclusão aérea para proteger áreas civis e autoriza o uso de forças contra o regime. Dois dias depois, EUA, Reino Unido, França, Itália e Canadá à frente, iniciam ataques contra alvos do governo.
Abril
Com a escalada dos conflitos, centenas de milhares de pessoas deixaram o país; a maioria dos refugiados foi para a Tunísia e o Egito.
Mesmo com os ataques ocidentais tendo enfraquecido as tropas leais a Kadhafi, a oposição enfrenta dificuldades para avançar, entre avanços e recuos a guerra civil na Líbia vai se prolongando.
Maio
Em sua primeira aparição em um mês, Kadhafi pede um cessar-fogo, mas não dá sinais de que renunciará.
Junho
Após o aumento dos ataques aéreos por parte da OTAN, Kadhafi faz um discurso na TV dizendo que lutará até o fim.
A OTAN é criticada pela morte de civis e admite e lamenta as perdas.
O Tribunal Penal Internacional, em Haia, emite um mandado de prisão contra Kadhafi, seu filho Saif Al-Islam e o chefe de espionagem do país, Abdullah Al-Senussi.
Julho
Os EUA reconheceram o Conselho Nacional de Transição (CNT) dos rebeldes anti-Kadhafi, sediado em Benghazi, como um governo legítimo, um reforço diplomático que pode possibilitar a liberação de bilhões de dólares em bens congelados para os oposicionistas.
Agosto
Na segunda quinzena de agosto, os rebeldes anunciam que controlam Zawiyah, próximo à Trípoli. Em 23 de agosto eles entram na capital, e conquistam o complexo de Bab al-Aziziya, onde se localiza o palácio do governo.
Vários países e a ONU já se declaram a favor dos rebeldes e pedem a saída do ditador. No dia 23, eles invadem o QG do ditador, mas não o encontram. Kadhafi fala no rádio e promete resistir.
Em 28 de agosto, os rebeldes anunciam que tinham a cidade de Trípoli sobre controle. Alguns membros da família de kadhafi fugiram então para a Argélia. O paradeiro de kadhafi continua incerto.
Setembro
Os rebeldes já controlam a maior parte da Líbia.
Em 13/09, partidários de kadafi controlam apenas quatro cidades em todo o país: Bani Walid, Sirte, Jufrah e Sabha.
Para controlar os rebeldes é necessária uma liderança política, que pode sair do Conselho de Transição Nacional (CTN), formado pelos revoltosos em Benghazi.
Entre os candidatos mais cotados está Mustafá Abdul Jalil, ex-ministro da Justiça de Gaddafi e presidente do CTN. Ele prometeu eleições livres no prazo de oito meses. Mas no próprio conselho há facções divergentes, tanto religiosas quanto seculares, o que aumenta as incertezas quanto ao futuro do país.
Durante uma reunião de cúpula sobre a Líbia na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), Mustafá Abdel Jalil, presidente do CNT, afirmou que pelo menos 25 mil pessoas morreram no levante contra kadhafi e 50 mil ficaram feridas.
Combatentes do novo regime da Líbia tomaram (27/09), o controle do porto da cidade de Sirte, cidade natal de kadhafi. Em Sirte os partidários do governo de transição encontraram forte resistência de soldados leais a Kadhafi. Sirte, a leste da capital Trípoli, ainda é uma das últimas cidades em poder das forças leais a Kadhafi e milhares de civis ainda estão na cidade.
A liderança do Conselho Nacional de Transição anunciou o adiamento da formação de um novo governo até que o país esteja totalmente livre.
EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China, Turquia, Itália, Alemanha, Espanha, Catar, Jordânia, Japão, Tunísia, Egito, Marrocos, Bahrein, Níger, Colômbia, Brasil e União Africana, já reconhecem o CNT como representante do governo líbio.
A Líbia possui 6,4 milhões de habitantes e tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África. É o quarto maior produtor de petróleo da África, depois de Nigéria, Argélia e Angola, com reservas estimadas em 42 bilhões de barris. A maior parte da produção é exportada para a Europa. A riqueza, porém, não é bem distribuída entre a população. Um terço vive na pobreza e a taxa de desemprego é de cerca de 30%. Esse é um dos principais motivos dos protestos.
Khadafi é o líder há mais tempo no poder na África e no Oriente Médio - desde 1969 - e um dos mais autocráticos. kadhafi assumiu o poder em 1º. de setembro de 1969, com apenas 27 anos, após um golpe de Estado que depôs a monarquia. Nas décadas seguintes, foi acusado de atentados terroristas e se tornou inimigo das potências ocidentais. Nos últimos anos, manobras políticas o reaproximaram do Ocidente.
Conclusão
A comunidade internacional já considera o governo líbio deposto, apesar do paradeiro de Kadhafi ser desconhecido. O desafio, agora, é constituir um novo governo em um país sem partidos políticos, Constituição e tradição democrática.
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A Revolta no Egito
Os protestos no Egito começaram em 25 de janeiro, após uma mobilização convocada pela internet que reuniu milhares de egípcios na Praça Tahrir (libertação em árabe), no centro da capital, Cairo. Embora a polícia tenha tentado reprimir a manifestação com gás lacrimogêneo e jatos d'água, os manifestantes permaneceram na praça.
Outros protestos foram realizados nas principais cidades egípcias, em Alexandria, Suez e Ismaília, desafiando os toques de recolher impostos pelo governo. Os protestos foram em sua maioria pacíficos, mas a ONU estima que cerca de 300 pessoas morreram em duas semanas de confrontos relacionados às manifestações e cinco mil ficaram feridos.
Os motivos dos protestos foram a pobreza, a inflação, a exclusão social, a corrupção e o enriquecimento da elite política do país, a repressão do governo, fraudes eleitorais e exigiam a renúncia do presidente Hosni Mubarak, há trinta anos no poder.
Mubarak tentou manter-se no poder e evitar a renúncia. Prometeu não concorrer às eleições, marcadas para setembro de 2011, trocou o ministério e nomeou um vice-presidente Omar Suleiman (chefe dos serviços de inteligência do Egito), pela primeira vez em 30 anos de regime. Além do vice-presidente, nomeou um novo primeiro-ministro, Ahmed Shafiq, antigo ministro da Aviação.
Na véspera de sua renúncia, Mubarak ainda fez um discurso na TV declarando que delegaria alguns poderes ao vice-presidente, Omar Suleiman, e faria reformas constitucionais (a Constituição vigente dá amplos poderes ao presidente). Omar Suleiman comandaria as negociações com a oposição, e com os novos ministros. O vice-presidente em sua primeira reunião com o novo gabinete ministerial prometeu investigar casos de fraude eleitoral e corrupção no serviço público. O governo continuou tentando conter os protestos impondo toques de recolher e bloqueando os serviços de telefonia celular e da internet.
As medidas tomadas e as promessas de Mubarak, não agradaram a oposição, que continuou a reunir centenas de milhares de manifestantes na Praça Tahrir. Sob pressão internacional dos EUA e dos líderes da União Européia, Grã-Bretanha e da ONU, para que renunciasse e sem o apoio das Forças Armadas, que sustentou sua ditadura por três décadas, Mubarak acabou renunciando ao cargo no dia 11 de fevereiro de 2011, após 18 dias de violentos protestos.
O Egito exerce forte influência no Oriente Médio. Desde que chegou ao poder, Mubarak tem sido uma figura central na política da região e um importante aliado dos países ocidentais. O Egito e a Jordânia são os únicos países árabes a terem tratados de paz com Israel.
Hosni Mubarak assumiu a presidência do Egito em 1981, após o assassinato do presidente Anwar Al Sadat, por extremistas islâmicos descontentes com o acordo de paz assinado com Israel em 1979. Permaneceu por 30 anos no poder e nesse período adotou medidas cada vez mais restritivas às liberdades políticas e civis, como justificativa para conter o terrorismo. Foi reeleito sucessivas vezes em eleições fraudulentas e com apoio das potências ocidentais.
Após a renúncia de Mubarak, as Forças Armadas do país assumiram o poder através de um Conselho Militar do Egito, que governará o país até que eleições sejam realizadas. O Conselho dissolveu o Parlamento e o gabinete ministerial, ambos ligados ao ex-presidente. Prometeram revogar a Lei de Emergência, que há 30 anos restringe as liberdades civis e fazer um referendo para mudar a Constituição.
Os conflitos e a renúncia de Mubarak afetaram a já debilitada economia, baseada no petróleo e no turismo. Várias categorias continuam em greve por melhores salários. A crise no Egito também teve efeitos nos mercados globais. Os valores das ações caíram nas principais bolsas do mundo, e o preço do petróleo atingiu o valor mais alto em dois anos.
Mesmo após a renúncia de Mubarak, as manifestações continuam ocorrendo, devido a disputas pelo poder, entre religiosos e seculares, entre civis e militares.
Entre as camadas mais pobres é forte a influência da Irmandade Muçulmana, fundada em 1928, é o grupo fundamentalista islâmico mais antigo. A Irmandade criou recentemente, o Partido Liberdade e Justiça e é favorito nas eleições parlamentares previstas para novembro. Diz aceitar um Estado laico, mas o Islã deve continuar como religião oficial. Já as lideranças jovens resistem à criação de um Estado muçulmano.
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A Primavera Árabe
A Primavera Árabe é a série de revoltas que vêm ocorrendo desde 18 de dezembro de 2010, no Oriente Médio e no norte da África, contra regimes autoritários, que resultaram na derrubada dos presidentes da Tunísia, Egito e Líbia.
Os protestos populares iniciaram-se na Tunísia, com a chamada “Revolução de Jasmim”, e levaram a renúncia do presidente Zine Al-Abidine Ben Ali. Veja: A Crise na Tunísia.
Essas revoltas populares inspiradas no exemplo da Tunísia difundiram-se e provocaram crises em outros países da região, Jordânia, Iêmen, Argélia, Mauritânia, Síria, Arábia Saudita, Bahrein, Marrocos, Sudão e Omã. Países governados por monarquias absolutistas, ditaduras militares ou teocracias.
Por décadas as populações desses países, suportaram a falta de liberdade em troca de estabilidade econômica. Mas nos últimos meses, a insatisfação com a alta do preço dos alimentos, o desemprego e a falta de perspectivas principalmente para os jovens, levou as mobilizações. O crescimento da população mais jovem e mais instruída, que reivindica abertura democrática e a utilização da internet e das redes sociais (Youtube, Facebook, Twitter), pelos jovens que facilitou a mobilização do povo nas ruas.
O desafio após a queda dos regimes ditatoriais é se haverá o estabelecimento de um estado realmente democrático nesses países.
Data:01/10/2011
Fontes consultadas:
.http://noticias.r7.com/internacional/noticias/primavera-arabe-completa-6-meses-e-onda-de-protestos-chega-a-china-20110615.html
.http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17455
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Os Presidentes da República do Brasil
Presidentes de 1889 a 2010
15/11/1889
25/02/1891
Marechal Deodoro da Fonseca
(Governo Provisório)
25/02/1891
23/11/1891
Marechal Deodoro da Fonseca
(Eleito pelo Congresso Constituinte;renunciou)
23/11/1891
15/11/1894
Marechal Floriano Peixoto
(Vice-presidente;assumiu o cargo)
15/11/1894
15/11/1898
Prudente de Moraes
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1898
15/11/1902
Campos Sales
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1902
15/11/1906
Rodrigues Alves
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1906
14/06/1909
Afonso Pena
(Eleito presidente pelo voto direto;faleceu no cargo)
14/06/1909
15/11/1910
Nilo Peçanha
(vice-presidente assumiu a presidência )
15/11/1910
15/11/1914
Marechal Hermes da Fonseca
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1914
15/11/1918
Venceslau Brás
(Eleito presidente pelo voto direto)
1918
Rodrigues Alves
(faleceu sem assumir a presidência)
15/11/1918
28/07/1919
Delfim Moreira
(vice-presidente assumiu o cargo)
28/07/1919
15/11/1922
Epitácio Pessoa
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1922
15/11/1926
Arthur Bernardes
(Eleito presidente pelo voto direto)
15/11/1926
24/10/1930
Washington Luís
(Eleito presidente pelo voto direto;foi deposto pela Revolução de 30)
1930
Júlio Prestes
24/10/1930
03/11/1930
João de Deus Menna Barreto
(Junta Governativa Provisória)
24/10/1930
03/11/1930
José Isaías de Noronha
(Junta Governativa Provisória)
24/10/1930
03/11/1930
Augusto Tasso Fragoso
(Junta Governativa Provisória)
03/11/1930
20/07/1934
Getúlio Vargas
(Governo Provisório)
20/07/1934
10/11/1937
Getúlio Vargas
(Eleito pela Assembléia Constituinte)
10/11/1937
29/10/1945
Getúlio Vargas
(Chefe do Estado Novo; foi deposto)
29/10/1945
31/01/1946
José Linhares
(Ministro assumiu a presidência)
31/01/1946
31/01/1951
Eurico Gaspar Dutra
(Eleito pelo voto direto)
31/01/1951
24/08/1954
Getúlio Vargas
(Eleito pelo voto direto; suicidou-se)
Café Filho
(Vice-presidente assumiu o cargo, foi impedido em 1955)
08/11/1955
11/11/1955
Carlos Luz
(Presidente da Câmara dos Deputados assumiu o cargo)
11/11/1955
31/01/1956
Nereu de Oliveira Ramos
(Vice-presidente do Senado assumiu a presidência)
31/01/1956
31/01/1961
Juscelino Kubitschek
(Eleito pelo voto direto)
31/01/1961
25/08/1961
Jânio Quadros
(Eleito renunciou após 8 meses)
25/08/1961
08/09/1961
Paschoal Ranieri Mazzilli
(Presidente da Câmara dos Deputados assumiu interinamente o cargo)
08/09/1961
24/01/1963
João Goulart
(Vice-presidente assumiu o cargo. Adota-se o parlamentarismo)
24/01/1963
01/04/1964
Paschoal Ranieri Mazzilli
(Presidente da Câmara dos Deputados assumiu o cargo)
15/04/1964
15/03/1967
Castello Branco
(Eleito pelo Congresso Nacional)
15/03/1967
31/08/1969
Costa e Silva
(Eleito indiretamente; adoeceu no cargo)
31/08/1969
30/10/1969
Aurélio Lyra
(Junta Militar assumiu provisoriamente)
31/08/1969
30/10/1969
Augusto Radamaker
(Junta Militar assumiu provisoriamente)
31/08/1969
30/10/1969
Márcio Melo
(Junta Militar assumiu provisoriamente)
30/10/1969
15/03/1974
Emílio Garrastazu Médice
(Eleito indiretamente)
15/03/1974
15/03/1979
Ernesto Geisel
(Eleito indiretamente)
15/03/1979
15/03/1985
João Baptista de Figueiredo
(Eleito indiretamente)
1985
Tancredo Neves
(Eleito indiretamente; faleceu na véspera da posse)
15/03/1985
15/03/1990
José Sarney
(Vice-presidente assumiu o cargo)
15/03/1990
02/10/1992
Fernando Collor de Mello
(Eleito pelo voto direto; sofreu impeachment)
02/10/1992
01/01/1995
Itamar Franco
(Vice-presidente assumiu o cargo)
01/01/1995
01/01/1999
Fernando Henrique Cardoso
(Eleito pelo voto direto)
01/01/1999
01/01/2003
Fernando Henrique Cardoso
(Reeleito pelo voto direto)
01/01/2003
01/01/2007
Luís Inácio Lula da Silva
(Eleito pelo voto direto)
01/01/2007
01/01/2011
Luís Inácio Lula da Silva
(Reeleito pelo voto direto)
01/01/2011
...
Dilma Vana Rousseff
(eleita pelo voto direto)
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